
Recentemente, por motivos de força maior, tive necessidade de me afastar do convívio com pessoas que me são muito caras. E por conta disso, comecei a pensar sobre esse fenômeno que vez ou outra nós verificamos em nossas vidas: Quando nós, ou alguém em nossas vidas, some sem aviso prévio. E, por conta disso, ficamos a nos perguntar o porquê de tal afastamento.
Quando alguém se afasta, nos perguntamos se devemos tentar uma reaproximação, se o motivo tem relação conosco. E muitas vezes, quando tomamos a iniciativa de procurar a pessoas “desaparecida”, não obtemos retorno ou até mesmo nem sabemos onde encontra-la.
Muitas vezes, como já escreveu Charles Chaplin, é preciso que nos lutemos ao lado desse nosso amigo, sem que ele nos tenha convocado. Outras tantas, o melhor apoio que podemos fornecer é respeitar sua ausência.
Imagine então, que saber em cada situação, se nos devemos deixar o ente querido “quietinho no seu canto” ou agirmos como “fieis escudeiros” não é tão fácil.
Nesse caso, eu particularmente, sempre rogo para que minha afinidade para com essa pessoa seja tal, que a mesma, nesse período de misterioso afastamento não ocupe seus pensamentos com o que vou pensar sobre seu sumiço repentino.
Porque no caso do motivo da ausência ser agradável, essa preocupação que a pessoa teria em dar explicações já seria um estorvo para o momento de felicidade que ela por ventura esteja vivendo. Porque tem ocasiões em que sumimos porque encontramos um amor que nos arrebatou, ou porque ganhamos uma viagem maravilhosa, ou proposta-relâmpago para um incrível emprego ou qualquer outra coisa formidável.
E no caso do motivo ser uma tempestade a qual a pessoa esta envolvida, pensar nas pessoas amadas da qual esta teve que se afastar, seria apenas um agravante da crise em que esta vivendo.
E como lidar com isso é algo que procuro trabalhar em minha pessoa.
Sinceramente não ofereço nenhuma resposta para tais questionamentos. Embora quando eles ocorrem em minha vida, eu tenha o meu próprio estilo de lidar com a situação.
Tal fato existe, e não raro ocorre em nossas vidas. E cada qual lida a sua maneira com esse fato. E justamente por cada um de nós termos sua maneira de lidar com essa situação, e penso que ele varia conforme as pessoas e as circunstancias, é que eu propositadamente não sugiro e nem cito nenhum exemplo pessoal meu. Porque no meu entender, nem minhas experiências anteriores me servem muito como manual para minha própria pessoa, nas situações futuras.
O tempo e a experiência talvez não nos deixem imune as adversidades as quais somos familiares. Penso que as vivências não nos preparam para o que há por vir, pois elas assumem novas configurações e portanto pedem novas soluções.
Minhas experiências não ensinam nada para ninguém e nem para minha própria pessoa, porque elas não se repetirão mais do exato jeito em que se deram na primeira vez, nem mesmo na minha vida.
Parece um pensamento nada consolador, mas se tem um lado construtivo nesse meu modo de “ver as coisas” é o de não se sentir vivendo um “jogo de cartas marcadas”, estarmos sempre aberto ao dialogo e não cairmos na tentação de nos ver “como donos da verdade”.
Penso que não existe uma sabedoria que seja inerente aos que viveram mais ou mais intensamente, pois, segundo frase que ouvi, e até então concordo, “os mestres estão mortos. Somos todos os mestres uns dos outros”.
Sem mais, grato pela atenção dispensada, meus respeitos, em especial para meus estimados parceiros de jornada, o Velho e a Graça।
2 comentários:
Te amo!
:))))))))))))))
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Caris
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