sábado, 31 de agosto de 2013

A Humanidade Como uma Obra Inacabada

Por Wanderson Silva de Souza
Mas tá bom que eu vi hoje um homem falando sozinho na rua.
Eu não fiquei triste.
Fiquei contente.
Dando-me conta novamente de que só um animal na face da Terra pode fazer isso: O Homem.
Aquele homem falava sozinho.
E ele falava sozinho porque podia falar.
Porque é um homem.
Corremos o perigoso risco de morrermos quando usamos a mesma via para falar, comer e respirar.
Corremos o risco de morrer.
E nos arriscamos a tanto porque falar para nós, humanos, é muito importante.
É parte do que nos distingue dos outros animais.
Alguns de nós, não gostam da evolução, de tudo aquilo que nos faz cada vez mais sofisticados enquanto animais e querem nos trazer para o passado, para o mundo das desigualdades e da lei do mais forte.
Querem evitar pesquisa com células tronco (isso talvez esteja desatualizado) a pretexto de uma sacralização equivocada da vida, do ser humano.
O homem faz muito tempo não é mais tão somente um conjunto de ossos, sangue, carne e instinto.
Fossemos só isso, não existiriam os terapeutas de casais e as sex shopp, pois estaríamos ainda submissos ao cio e ao sexo apenas para procriação.
A moralidade atroz e obstinada nega ao homem o que é próprio do homem ao impor-lhes naturalidades estanques.
O natural do homem é inventa-se, transgredir-se a todo instante e ser um humano é justamente inverta-se como humano.
Não, um embrião não é um humano.
Nem por isso deixa de ser alguma coisa que podemos dizer-se orgânica.
No entanto, humano é algo que muitas vezes um sujeito pode viver toda uma vida e morrer e nunca apenas conseguido ser o que sempre foi, desde sua época de embrião, ou seja apenas uma organicidade.
O status de humano é algo tão subjetivo quanto são a quantidade de visões e pontos de vista que existem.
Humano é o único animal que é definido segundo e somente os vários pontos de vista.
Embrião é uma organicidade.
Humanidade é uma tese em construção.

sábado, 29 de junho de 2013

Liberdade que Precisa de Consentimento já não é mais Liberdade. Um ensaio de Wanderson Silva de Souza

A conversa que presenciei na postagem sobre a questão dos direitos a livre expressão da sexualidade esta muito esquista: Muita raiva e ódio de ambos os lados. 
E por falar em lados, eu estou do lado de quem não tem preconceito. Sou religioso(e hétero. 
O que se geralmente se pensa quando alguém afirma ser religioso:"-Que careta, ser religioso."
"- Tudo um bando de ovelhinha sem pensamento próprio"
Éeee eu sou religioso, amiguinhos, he, he... {;-)
Religioso e... Hétero.
"- Hetero?! Será mesmo, Wanderson!?
Eu, wanderson Silva de Souza, sou religioso, hétero e... Sou CONTRA o preconceito!!!

Aliás, só em se precisar dizer que se é à favor dos homossexuais( de respeitar a orientação sexual de cada um) já denota um estado de preocupante desrespeito às liberdades civis.
Porque é preciso que se diga que é à favor de algo? Esse algo precisa de permissão minha para existir? Se precisa é triste.
É preciso reiterar e enfatizar nosso apoio porque existem os que se posicionam contra. E por isso eu enfatizo: Sou à favor!!!

Os gays, lésbicas, bis e transsexuais não precisam do apoio de ninguém para ser ou não ser o que são. Eles, eu, vocês, todos nós, somos livres e ponto final. Ainda que eu fosse contra isso não interessa porque ninguém precisa de minha permissão para ser livre.

Sou a favor e espero que isso pouco importe porque é pobre e antidemocrática a sociedade que precisa de permissão de todos para que todos esse ou aquele segmento possa exercer sua liberdade.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Estou Obras devido aos Transtornos

O transtorno é porque estou em obras
Reformas e implementação de melhorias interna. 
No sentido de uma maior informatização de meu sistema de comunicação para melhor conversar.

Melhorias da acessibilidade para aqueles
com necessidades especiais
que precisam chegar até minha pessoa.
E são muitas as deficiências que impedem o ir e vi de um coração para outro:
Falta de tempo que é tempo demais, o inverso da ideia de menos é mais
O súbito esquecimento de onde estou, dos lugares onde posso ser encontrado
São muitas as deficiências, essas e muitas outras,
entre as quais o desamor e a superficialidade
E de todas impera o mito e a crença injustificada de que eu,
ou qualquer outro ou outra da face da terra
irá estar aqui o tempo todo, a vida toda, eterno

Estou fazendo Backup de olhos maiores para melhor ver a beleza de minhas musas
Um Backup de ouvidos maiores para melhor ouvir os sons de vida dos lábios delas
Atualizando meu programas de abraços e sorrisos para otimizar minhas confraternizações.

Contratando uma empreiteira reerguer o edifício de minhas ideias.
Contactando uma firma de advogados para perpetrar mandados de liberdade.
Dando minha conta para uma premida agência de publicidade para todos os perdões e senões e sermões que estou devendo para uns e outros e para nenhum de nós.

O Transtorno é que estou em obras para melhor servir. 

Servir a mim mesmo também e principalmente, 
mas (não?)somente.

E... No final das contas
No caminho inverso
Estou em obras porque sou um transtornado.

Autor: Wanderson Silva de Souza

terça-feira, 25 de junho de 2013

Viver da Trabalho, mas Não Queremos Aposentadoria tão Cedo

Aguente firme porque vai piorar. E quando der certo, será porque você resistiu, perseverou.
Agora você pode desistir também, é um direito seu.
E nada garante que mesmo que você seja forte e tenha coragem e pureza d'alma você venha a ter sucesso em suas empreitadas.

Você vai fracassar muitas outras vezes, quase tantas quanto já fracassou. Faz parte uma vez que tudo tende à desorganização e à entropia.

A vida não é passível de controle e quase sempre não nos premia com o final feliz dos filmes e novelas.
E a vida, essa mesma que é feia, dura e quase sempre injusta, deve ser vivida.
Os Viveres gozosos e risonhos podem representar insignificantes um por cento de nossa existência.
Mas um por cento ou mesmo meio por cento de prazer e satisfação e felicidade são as únicas coisas de que se você se lembrará quando se sentir o aproximar da morte. E serão esses pouquíssimos momentos de plenitude que fará você lamentar a aproximação do fim de seus dias aqui.

A vida, por ser tão dura, faz com que muitos desejem a morte. Mas quando a morte se faz espreitar à nossa cabeceira é nesse meio por cento de alegria que nós nos agarramos. E são os raros momentos vividos de sorriso e os que se intenciona viver no futuro que nos fazem nos agarrar à ideia de vida, quando ela nos parece escorrer por nossos dedos.

A vida pode ser dura e cruel, mas pior do que viver num mundo cão, é não viver em mundo algum. Essa consciência acomete todos aqueles que já presentem e sentem o hálito frio da morte em seu caminho.

Se viver dá trabalho, e dá mesmo, nós queremos viver cansados pelo maior tempo possível.

Assinado: Wanderson Silva de Souza.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Somos as redes as ruas as casas o Brasil

Não importa de onde nos articulamos. Se é nas ruas, nas redes ou nas casas. 
Somos o Brasil.
Nosso pequeno e unido grupo de amigos e amigas andou e participou da manifestação do dia 17 de junho de 2013, na Candelária, Rio de Janeiro. 
Das ruas víamos os prédios e as pessoas nas janelas e pedíamos para elas descerem e se juntarem a nós. Os que nãos e juntavam jogavam uma chuva de papeis picados. Pedíamos para reafirmarem o apoio pisando as luzes e as luzes piscavam.
No decorrer dos protestos e reivindicações o músico Marcelo Yuca disse algumas palavras demonstrando também a indignação dele.
Batíamos muitas palmas para nós mesmos.
Sempre que uma pequena quantidade de pessoas corriam assustadas com o estouro de alguma possível bomba ou morteiro, outros de nós gritavam "Não corre" e o inicio de pânico era debelado. 
Quando a possibilidade de confusão era iminente toda a passeata gritava em coro:
"SEM VIOLÊNCIA, SEM VIOLÊNCIA, SEM VIOLÊNCIA, SEM VIOLÊNCIA!!!!!!!!!!!!" .
Se andamos muito?! Nunca será cansativo demais quando se trata de construir um Brasil melhor para todos nós. 
Aplausos para todos nós, o povo brasileiro!!!

domingo, 16 de junho de 2013

Doces Vândalos (Texto de Wallace Cestari)

Uma das analises mais sóbrias, corajosas, diretas e francas que eu já tive oportunidade ler até então sobre os atuais protestos do povo brasileiro no tocante aos descalabros do poder instituído.
Feita por Wallace Cestari e publicada originalmente no blog dele conhecido como "Transversos - Desconfiando do Trivial": http://transversos.wordpress.com/2013/06/16/doces-vandalos/

Eis o texto na integra: "Os vândalos foram um dos povos “bárbaros” que entraram definitivamente para a História no ano de 455, quando tomaram aquela que fora a capital do mais poderoso império já visto: Roma. Daí passaram a ser sinônimo de destruição, estupidez ou mesmo de anarquia. Culpa da impossibilidade de aceitar qualquer cultura diferente daquela considerada canônica. Narciso acha feio o que não é espelho, diria o doce bárbaro Caetano.
Pilhagens, saques e roubos. Vândalos. Nada diferente do que Roma fez durante sete séculos. Ou do que outros impérios sempre tomaram por padrão fazer. Antônio Vieira – sim o padre barroco do século XVII – contou em um de seus sermões a fala de um pirata ao imperador Alexandre, o Grande: “Basta, senhor, que eu, porque roubo em uma barca, sou ladrão, e vós, porque roubais em uma armada, sois imperador?”
Muitos séculos se passaram e o Brasil é ainda o retrato da velha Bahia de Gregório de Matos, lugar onde faltam “verdade, honra e vergonha”. Os governantes refinaram a maneira de saquear o erário, de forma a ter na Justiça uma aliada para a defesa de seus interesses. Tudo bem ajeitado e combinado com empreiteiras, concessionárias e – por que não? –, a mídia tradicional. Todos ganham. Exceto quem paga a conta.
Durante um bom tempo não se via qualquer setor mobilizado para ir às ruas. Houve uma clara política de cooptação das lideranças sindicais e estudantis, de modo a atrelá-las a uma “luta burocrática”, na qual os favores de gabinete são mais valiosos que as vozes e faixas nas ruas. Em que pese uma infinidade de acertos deste governo, a luta será sempre mais importante, diminuí-la ou calá-la é um tiro no pé. Especialmente para quem já esteve (ou disse estar) do lado de cá.
Entretanto, a garotada decidiu ouvir o chamado das avenidas e praças. E tal como o céu é do condor, tomaram as vias públicas para protestar. A mídia tentou imediatamente reduzir a motivação dos protestos a vinte centavos. Teve gente que caiu nessa. Ainda que fosse, valeria a pena. Afinal, as escrituras dizem que Judas vendeu Cristo por trinta dinheiros e nossos governantes vendem uma população inteira a vinte centavos. Nem a lei de mercado parece ter valor aqui.
Mas, se vinte centavos são pouco, somem-se os gastos para a Copa. Sim, aquela que iria modificar a mobilidade urbana e acabou por somente construir estádios. Em média, um bilhão por arena. Como são dez arenas, temos dez bilhões de reais em gastos que não incluem nenhuma obra de melhoria urbana nesses locais, diferentemente do que nos fora prometido quando da candidatura a sediar o evento. E aí, vale protestar então por R$10.000.000.000,20?
Se, por um lado, estávamos saudosos de ver uma juventude atuante; por outro, a polícia demonstra sua saudade dos velhos tempos da ditadura. Mais truculenta do que nunca, quebra suas próprias viaturas para culpar os manifestantes. Promove terror, infiltra gente na manifestação para atiçar a baderna… Tudo aquilo que sempre fez. A diferença é que hoje as câmeras não são exclusividade da meia dúzia de famílias que controlam a informação no país. O smartphone e as redes sociais vão mudar a história.
Quantas vezes apanhei da repressão policial diante de fotógrafos de olhares atentos, mas que nunca expuseram a imagem da covardia? Agora há milhares de olhos vigilantes. Há milhares de penas prontas a escrever em um blogue ou em uma rede social. A abundância de fatos é tamanha que nem a imprensa, acostumada a esconder verdades, pôde se calar. Obviamente, que não faz de forma gratuita – o editorial da Folha mostra bem o que a família Frias, por exemplo, pensa da cidade de São Paulo – mas para tentar salvar a máscara que lhe está caindo. Apela para a vitimização corporativa e para a denúncia do vandalismo generalizado.
Nossos governantes vandalizam as contas públicas. Oferecem o que há de pior à população. São eles os “bárbaros”, são eles os “Alexandres”. Tomemos a rua e saibamos apanhar da polícia sem perder a tenacidade: são explorados como os outros. Mais até: além do corpo, estragam-lhes a cabeça, ensinando a lição de morrer pela pátria e viver sem razão, já disse Vandré. E, é na certeza de que as flores vencerão o canhão, que continuaremos caminhando, cantando e seguindo a canção. Afinal, vinte centavos não pagam a dignidade de todo um povo explorado: às ruas, cidadãos!   "

quarta-feira, 12 de junho de 2013

O Melhor e O Pior de Marcio e do Porteiro (by W.S.S.)

Apague os faróis.
Ligue as luzes internas.
Identifique-se ao porteiro.

As nuvens com formações pesadas conformavam-se em esperar sua derradeira hora de despencar. Era de tarde. Tarde de outono.

Não apagou os faróis.

Não era noite.
Tudo era um suave som de música calma.
O céu era bom e a vida era bonita e as crianças respondia com seus gritos de “pegaaaaa”, “gollll” e “pule num pé só”.

Não ligou as luzes internas.

O porteiro é bom e sua vida era uma criança. Tudo era bonito para ele naquela tarde de nuvens conformadas e o motorista que não se identificou fez começar seus dentes ranger.

*******************************************

Num outro tempo, o menino chamado Marcio e seu amigo conversam assuntos juvenis quando são interpelados na rua. Eram quase treze horas da tarde no tempo de Marcio e sua vida era boa e ele bonito. Bonito como as crianças de treze anos costumam ser.
Quando então... Esse "então" sempre o prelúdio de algo que vai tirar os sujeitos de sua rotina e mergulha-los no que chamamos comumente de ação. Mas o Marcio não ouviu o "então" que da inicio à ação e portanto não percebeu que uma história estava se iniciando tendo ele como um dos protagonistas. Ele viu sim foi um homem comum para-lo na rua e perguntar onde era a rua...
Qual rua mesmo??? Qual o nome?! Isso importa?
Não. Não importa não. 

**********************************************

Nos tempos do porteiro este olha o carro parado à frente de sua guarita e acende um cigarro.

Não se identificou ao porteiro.

*********************************************

Nesse outro tempo, aquele do mocinho que conhecemos como
Marcio , esse mesmo ouve do homem a pergunta e quando vai responder, o homem muda de assunto.
- Eu tenho um revolver aqui guardado comigo. Me passem o seu dinheiro agora, garotos.
Marcio não tem dinheiro.
- Não vou passar nada.
Marcio cutuca seu amigo.
- Não passarei. Cadê sua arma? Na cara dura, heim?
- Se eu mostrara arma vai ser pra usa-la. Quer arriscar?
Marcio cutuca seu amigo e ele passa o dinheiro. Marcio não porque ele não tinha.

**********************************************

Nos tempos da guarita o porteiro tenta desliga o rádio mas ao invés disso ele aumenta o volume.
Interfona para a segurança, mas só ouve como resposta a estática.

É dia claro ainda. Os horrores ainda não acordaram para o seu sangrento turno. Ainda sob a luz do sol nada pode dar errado e nenhum fato feio ou mau pode acontecer.

E quando tenta finalmente desligar o rádio, ele inadvertidamente muda de estação e sintoniza em um programa de canto gregoriano. Em seu torpor agora surgido e gradativamente crescente e desconhecendo o significado dessa música, nosso amigo porteiro acende outro cigarro sem que o primeiro tenha ainda acabado.

************************************************

Nos tempos da vida de Marcio, o homem vai embora depois de ter roubado apenas um dos garotos.
- Seu covarde. Se ainda fosse para dar o seu dinheiro.
Marcio não fala nada. Fica parado, estático.
- Mas nãoooo. Eu é que tava com a grana. E você lisinho. Como sempre!!!

Marcio sai da sua estagnação quando vê cinco moças passando, de uniforme de escola que nem ele e seu amigo. As garotas riem e quando ele olha para elas, elas riem mais ainda.

- E era uma nota preta, seu imprestável. Droga.
Marcio pisca para as garotas e elas riem mais ainda.
- Droga, droga, droga. Uma grana alta.

Uma das garotas faz que vai acenar para ele e a outra a impede como dizendo para ela "ter modos", para não facilitar tanto.
Marcio puxa seu amigo e vai na direção das meninas.
Uma conversa se inicia entre os sete jovenzinhos.
Marcio não da muita bola para o otimismo pois tudo pode acontecer, até mesmo o pior.

**********************************************

Nos tempos do carro com faróis ligados e luzes internas desligadas, o porteiro nota que as câmeras não operam.

Não estão mais funcionando porque?! Porque, heim? Porque????

Após esquecer que tinha acendido um segundo cigarro ele acende um terceiro cigarro nas brasas do primeiro que ainda não virou guimba e vai na direção do carro parado sem dar trela para o seu pessimismo pois segundo pensa tudo pode acontecer até mesmo o melhor.


"O Melhor e O Pior de Marcio e do Porteiro" é um conto de Wanderson Silva de Souza.     

Parabéns para Todos os Tipos de Namorados e Para Todas as Modalidades de Namoradas

Parabéns para os namorados e namoradas. Parabéns para os noivos e noivas, para os maridos e esposas e para os ficantes e peguetes.
Parabéns para os pré-adolescentes que estão a descobrir os mecanismos do amor e quê se divertem e ao mesmo tempo morrem de medo e vergonha de tudo isso. (Será mesmo que ainda sentem vergonha?! A minha geração sentia.)  
Parabéns para aqueles da terceira idade que estão indo em bailes e cursos também com a intenção de descobrir um coroa enxuto ou uma gatosa(mistura de gata com idosa, rsss...) para voltar a namorar. Para aqueles que já namoram faz anos e paras aqueles que vão ou já completaram bodas de prata, de ouro ou diamante.
Parabéns para aqueles que estão no começo do namoro e que vão descobrir que aqueles ou aquelas que estão do seu lado também tem defeitos e que conservem o espírito de lua-de-mel mesmo depois disso. E parabéns para aqueles e aquelas que sentem que estão no processo de quase termino, que saibam que o desapego é uma benção que faz bem para alma, para a mente, para a pele e para o intestino e que muito estresse e chilique causa gastrite.
Parabéns para aqueles e aquelas que acabaram de terminar o namoro e que sabem ou vão passar a saber que os três faxineiros da alma são a distância, o tempo e o desamor(Falei “desamor” e não "ódio". Tem uma grande diferença nisso, ok?).
Parabéns para aqueles e aquelas que estão no processo de paquera, flerte  corte, xaveco. Que tenham coragem para persistir ou serenidade para desistir e que sejam sábios ou sabias para saber quando é para desistir ou quando persistir.
Parabéns para os héteros, homossexuais, bis, curiosos e indefiníveis.
Parabéns para aqueles que fizeram voto de castidade, quer seja consciente ou inconscientemente, porque esses namoram a Deus ou à Arte ou a natureza ou a Política ou aos filhos e pais ou aos seus bichos ou com suas causas, bandeiras, ideais e missões.
Parabéns para aqueles e aquelas que têm relacionamentos com mais de uma pessoa e que sejam sinceros consigo mesmos e com as pessoas com as quais namoram.
Parabéns para aqueles que estão enamorados de si mesmos e que amam se paparicar: Que sejam exemplo para todos nós porque se amar é condição essencial para poder amar aos outros.
Parabéns para aqueles que amam o amor e que amam amar porque quer sejam ou tenham namorados e namoradas ou não, todos um dia(Eu acho) já tiveram ou terão um relacionamento.
Parabéns para aqueles e aquelas que estão, momentaneamente sozinhos. Que eles se deem conta de que É SIM momentâneo.  Que não sintam revolta, inveja ou despeito os que estão sozinhos e sozinhas: A magoa e o rancor só afasta as oportunidades de viver um relacionamento.
Parabéns para os que namoram platonicamente, à distância, para os amantes, para os “casos”, para todas “as outras e ricardões” para aqueles que vivem o quê se costuma dizer que “é só sexo”.
Parabéns, enfim, para todos os namorados e namoradas. Os que são, os que um dia já foram e voltarão a ser.
Feliz dia dos namorados e das namoradas.   


Uma foto tirada e um Parabéns dado pelo Wanderson Silva de Souza.

terça-feira, 11 de junho de 2013

CHAMADA @ O NOVO BANDO SHOW

Wagner José divulga:

"Estreia no próximo sábado (15/06) às 18H na Freguesia ( Jacarepaguá): O novo Bando Show
Por perceber um número muito pequeno de eventos em relação a grandiosidade de Jacarepaguá decidi retomar a ideia de um projeto realizado em espaço público voltado para apresentações artísticas e registro áudio visual. O formato, inspirado em programa de auditório, possibilita improvisos e interação com a platéia.
Mais detalhes no flyer e vídeo de divulgação produzido pelo Coletivamente.
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=9ck4Xlby_bQ&feature=youtu.be

O novo Bando Show
Data/ hora: Sábado (18/05) / 18H às 22H.
Local: Praça da Ladeira da Freguesia (próximo ao acesso da linha amarela).
Atrações: Música:
Wagner José e seu Bando
Barba Ruiva
Leo O

Curta:
Jardim Secreto - a mística da música
de: Wanderson Silva de Souza

Obs.: Em caso de chuva o evento será adiado.

Wagner José
9123-6588 TIM
6887-5587 CLARO
7875-4597 NEXTEL"

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Axé Tupã - Trupe Experimentalista e Revolucionária de Multi Arte e Multitude

Axé Tupã para todos nós,
O Axé Tupã é uma trupe composta por poetas, músicos, atores, fotógrafos, desenhistas e toda sorte de artistas.



SOBRE A TÔNICA E O OBJETIVO DA TRUPE
A tônica da trupe são três, a saber:

1) A exposição da arte de cada artista componente da trupe de forma que unidos tenham mais força e um alcance mais longo ao se expressar.

2) Sempre primando pelo experimentalismo -  A multi arte em si ou seja, saraus de poesias, vídeo clipes de músicas(somente de músicas de membros da trupe ou de amigos e conhecidos, ou seja, de músicos ainda não consagrados), curtas em áudio visual adaptando para o formato com atores os contos de diversos escritores ainda não consagrados; a exposição de artes plasticas e artes visuais de um modo geral.  

3) Buscar a circulação de informações sobre o mundo atual e o pensamento critico. Desenvolver entre os próprios membros da Trupe e também entre o público a capacidade de dialogar e de desenvolver suas próprias e independente visões de mundo.

SOBRE O MÉTODO DA TRUPE
O método da trupe consiste em sempre realizar projetos pontuais (de um dia) junto com projetos mais longos. Ou seja, cada reunião de planejamento de uma atividade mais longa será também evento em si, ou seja uma atividade de apenas um dia.
Esse método faz com que a trupe não se perca em planejamentos infinitos onde não existe pratica. A realização de uma atividade a curto prazo estimula, motiva e alimenta todos os membros para que sigam na realização das atividades e projetos mais complexos e longos.

Oficialmente ele será re-criado nos dias 22 e 23 de junho de 2013, um sábado e um domingo, no Parque de Madureira, na Praça do Samba, de meio dia até as cinco da tarde.
Ou seja cada encontro é uma reunião para planejar alguma atividade a longo prazo e também é e em si uma atividade de um único dia.
SOBRE O PRIMEIRO E O SEGUNDO ENCONTRO – DIAS 22 E 23, SÁBADO E DOMINGO DE JUNHO

Nos primeiros dias, 22 e 23 de junho(um sábado e um domingo) iremos realizar as seguintes atividades:

ATIVIDADES PRATICAS –
1) Realização de uma crônica do parque. Essa crônica será feita por meio de fotos, desenhos e escrita. Ou seja, levem maquinas fotográficas, celulares e cadernos.

2) Iremos também realizar um sarau de poesia.

3) Uma leitura dramatizada de um texto teatral a ser confirmado muito em breve.
PLANEJAMENTO DE ATIVIDADES A LONGO PRAZO -  A realização de um sarau de poesias a ser realizado no mês de agosto e a confecção de três curtas em áudio visual adaptando para as câmeras os contos de três escritores. Em breve será informado quem são esses três escritores.

 No decorrer aqui mesmo na descrição vou citando os nomes dos integrantes à medida que eles forem confirmando.
Axé Tupã para todos nós!

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Cinemão vai realizar a primeira “Mostra Anima Cinemão”


Pela primeira vez a capital da cultura no Brasil promove mostra de filmes de animação exclusivamente em comunidades. 
O projeto Cinemão realizará primeira Mostra Anima Cinemão . A finalidade é exibir filmes de animação, curtas e longas, produzidos no Brasil. O evento acontece em julho (durante férias escolares). Cerca de oito comunidades pacificadas receberão o Veículo de Ocupação Tática da Cultura. A Mostra Anima Cinemão é permanente: filmes de animação também farão parte do programa anual de ações do projeto Cinemão. Produtores, diretores , cursos e escolas de filmes de animação podem fazer inscrição através do site: www.cinemao.org

sábado, 25 de maio de 2013

Libertários e Reformistas no macro cosmos e conservadores e paradigmáticos no micro cosmos.

Atentem para essa ironia:

"A matéria de hoje do AX Man em conjunto com a GNT investiga junto aos mais bem sucedidos homens do Brasil e os interpela com a seguinte questão:

Homens do Brasil e do Facebook(também), como vocês conseguem conciliar a sua vida profissional com a família e todas as suas funções domésticas de dono-de-casa?"

Uso o humor como forma de questionar, mas a intelectualidade de fachada não consegue enxergar para além daquilo que é formalmente apresentado como manifesto político e reflexão filosófica e como resultado engessam-se em seus modelos e perdem o bonde da história. Há muito pensamento crítico na ironia, no humor, nos quadrinhos, nas galhofas de um palhaço. No bobo da corte.

Quando se entrevistam as mulheres geralmente se acrescenta essa pergunta roubando parte do tempo que as entrevistadas estariam a falar sobre suas plataformas políticas, sobre seus livros, peças, campanhas publicitárias. E no tocante à todas as mulheres de expressão, quer sejam jornalistas, empresarias, políticas, artistas, todas, de algumas forma são interpeladas pelos e pelas jornalistas a também falar de sua faceta cotidiano-familiar. Mas essa pergunta não é feita aos homens. Qual a reação dos homens ao ser perguntando sobre como ele concilia o seu lado profissional com a família? Se perguntou e se fez matérias jornalísticas com outros presidentes para se saber como eles são como pais e donos-de-casa e como eles harmonizam isso com o cargo de mandatário da nação?! Nãoooo, mas agora que temos uma presidenta se pergunta e se dedica um bom tempo para tal. Sempre de olho nessas questão, porque o dia da mulher é todo dia assim como o do índio, da consciência negra, do orgulho gay. Todo dia é dia de voltar nossos olhares para o cotidiano e examinar de que maneira nossas ações mais simples, inocentes e corriqueiras acabam por contradizer as nossas ações pontuais. Somos de fato muito "prafrentex" em termos de ações pontuais, mas no nosso dia-a-dia somos reprodutores dos paradigmas que tentamos combater na esfera macro. Libertários e Reformistas no macro cosmos e conservadores e paradigmáticos no micro cosmos.

Eu não fico puxando o saco de ninguém no dia da mulher, do índio, do professor, e etc, mas em compensação fico sempre de olho sempre nas causas o ano todo, quando a festa e homenagens e frases engraçadinhas e lindas já passaram. Quando "fogo-de-palha" já passou. Não sou revolucionário de ocasião e de data, sou em tempo integral. Eu não levanto bandeira para esse ou aquele grupo quando se esta na moda levantar, nem mudo meu nome aqui para ajudar esse ou aquele. Eu observo e vigio as pequenas causas, os pequenos deslizes e os pequenos golpes contra as minorias que as próprias minorias legitimam ao adota-los em seu cotidiano. 
Libertários e Reformistas no macro cosmos e conservadores e paradigmáticos no micro cosmos.

Assinado: Wanderson Silva de Souza

terça-feira, 14 de maio de 2013

Eu me amo. Eu me aprovo.


Peça teatral cômica de Vinícius Arêas. Estreia do Grupo Atorais.
24 de maio às 20:00 até 9 de Junho às 21:30



Sinopse: Num dia completamente incomum, uma psicóloga e um lifecoach travam uma disputa para saber quem é melhor terapeuta. 
Temporada: 24 de maio a 9 de junho.
Sextas e sábados, às 20:00 h. Domingos, às 19:00 h.
Classificação etária: 16 anos.
Duração: 80 minutos.
O local oferece estacionamento gratuito.
FICHA TÉCNICA. Texto e Direção: Vinícius Arêas
Direção de Produção: Vinícius Arêas e Luciana Guerra Malta
Produção Executiva: Thereza Moreira
Elenco: Vinícius Arêas, Dayanna Lima, Nina Ferreira, Bruno Dal Ponte, Yana Purger, Joanna Saraiva e Luísa Vasconcelos
Assistente de direção: Ana Cecília Mamede
Assistente de produção: Dayanna Lima
Música: Fernando Silva
Iluminação: Rodrigo Turazzi
Figurino: Carolina Herszenhut
Fotografia: Fabrício Menicucci
Design: André Carneiro
Assessoria de imprensa: Luciana Guerra Malta
Preparação corporal: Thereza Moreira
Realização: Grupo Atorais e GMALTA Produções


R. Benedito Hipólito125 (Pça. Xi) - Centro 
Rio de Janeiro - RJ

segunda-feira, 13 de maio de 2013

O arquétipo lua/preto-velho e a relação que a cura tem com o amor, o perdão e a humildade.


A Lua enquanto planeta na Astrologia e as almas e os pretos velhos na Umbanda e Candomblé nos remetem aos mesmos arquétipos. O das emoções, dos antepassados, da memória, da cura, da humildade.
O dia consagrado aos pretos velhos é a segunda feira.
É a segunda feira o dia em que a energia da lua pode melhor se evocada.
Importante ressaltar que a humildade é tanto uma das virtudes cardeais da lua quanto um dos atributos mais reconhecidos e admirados nas entidades conhecidas por nós como preto-velhos. E entendendo também que o arquétipo lua/preto-velho também nos remete às energias curativas dos corpos nos colocamos a pensar se a humildade e a cura tem alguma relação de causa e efeito.
Sim, elas de fato têm. E têm relação com o perdão também.
A humildade nos leva ao perdão e o perdão nos fortalece a humildade. E ambos são irmãos do amor. O amor, esse mesmo tão cantado, analisado e procurado, é um dos grandes agentes propiciadores de uma boa saúde.
Eu, Wanderson Silva der Souza, não ouso dizer que são essas duas virtudes as fontes de todos os tipos de curas. Isso seria um exagero e nos dias de hoje nos convém aceitar o convite da razão e nunca nos furtar ao exame dos homens de ciência no que diz respeito às nossas enfermidades. Por favor, eu rogo, nunca substituam um bom e sério especialista por dicas, palavras, chás ou coisa que o valha. Aos médicos cabe o cuidado com nosso corpo. Até mesmo o uso simultâneo de métodos alternativos com os oficiais pode ser danoso se não observarmos se existe o risco da combinação das propriedades químicas de um com o outro acabar por ser tóxica. Ervas não são inofensivas. Jamais devemos cair na esparrela de achar conforme nos dita o vulgo “Se bem não fizer, mal também não irá fazer”.
Sim, pode sim fazer mal. E fazer mal muito mal. Portanto, que não caímos na tentação de nos automedicarmos.
No entanto, é com segurança e sem temor de equivocar-me que eu digo e reafirmo que o perdão e a humildade e o amor daí resultante são facilitadores do processo de cura. Ou senão isso, no mínimo atenuantes dos sintomas da doença.
Ainda que o amor fraternal, o perdão e a humildade sejam apenas placebos, eles continuam sendo recomendados. O placebo poder ruim quando ele justifique um incauto abandono do tratamento oficial e pode ser bom quando ele concede fibra moral ao enfermo para suportar as agruras de que padece.
Enfim, as energias da lua e dos pretos velhos e das almas são as que se relacionam com nossa ânima, nosso lado emotivo.
Nada mais adequado tratar desse assunto numa segunda-feira, que é o dia consagrado a ela e no dia 13 de maio. É nessa data que comemora o dia de preto-velho.
Viva as almas.
Assinado: Wanderson Silva de Souza